Digitalização
Cada obra que sobreviveu na biblioteca e que ainda não está publicada aqui tem uma página com: 1) uma estimativa da sua extensão; 2) o preço da sua digitalização; 3) um endereço Monero que recebe as contribuições para ela. Quando as contribuições para uma obra chegam ao seu preço, a obra é digitalizada a partir de uma edição em domínio público, na língua original, e publicada em vários formatos (.pdf, .tex, .txt), como o Críton de Platão já foi.
O que o preço cobre
Digitalizar uma obra é: 1) reconhecer as páginas da edição, com modelos de OCR e LLMs, e fazer uma primeira correção; 2) revisar o texto contra a edição; 3) compô-lo em TeX, com as suas notas e a numeração da edição; 4) fazer as versões .pdf e .txt a partir dessa fonte. O preço também cobre a manutenção da obra: corrigir os erros encontrados pelos leitores e refazer os arquivos quando for preciso.
Como o preço é calculado
O preço, em XMR, é a soma de: 1) uma parte fixa de 0,02 XMR por obra; 2) para cada mil palavras do texto, a tarifa do seu nível: 0,005 XMR se for fácil, 0,008 se médio, 0,012 se difícil; a partir de 100.000 palavras, 75% da tarifa, e a partir de 1.000.000 de palavras, 50%. Sobre isso, somam-se 20% para a manutenção.
Por exemplo, a República de Platão, com cerca de 90.000 palavras em grego, custa (0,02 + 90 × 0,012) × 1,2 = 1,32 XMR. Cada página mostra o seu próprio cálculo.
Os níveis
- Fácil: inglês, francês e italiano dos séculos XVIII e XIX.
- Médio: latim; alemão, dinamarquês e holandês, muitas vezes impressos em letra gótica; línguas modernas antes de 1700; obras com muitas fórmulas.
- Difícil: grego antigo e hebraico.
As extensões
As extensões são estimativas, tiradas das edições de referência (Estéfano para Platão, Bekker para Aristóteles) ou de traduções, com cerca de 300 palavras por página, ou 200 para os versos. Elas são contadas de novo quando a obra é digitalizada, e o seu preço é corrigido. As obras que sobrevivem só em fragmentos têm uma página para os seus fragmentos.
As contribuições
Cada obra tem um endereço próprio, um subendereço da mesma carteira, para que o que é enviado a uma obra conte só para ela. Para contribuir, leia o código QR da página da obra com uma carteira Monero, ou copie o endereço. A página mostra quanto já foi recebido. As obras sem endereço ainda não recebem contribuições.